terça-feira, 19 de julho de 2011

Diferença entre mulheres: A FINA; A COMUM, A VULGAR E A DEPRAVADA.



NO TOILETTE


M U L H E R F I N A: (nada diz)
M U L H E R COMUM: Essa calcinha me incomoda.
M U L H E R VULGAR: Eu odeio calcinha enfiada no rego.
MULHER DEPRAVADA Eu tenho ódio de calcinha enfiada no....


APÓS UM JANTAR


M U L H E R F I N A: O jantar estava divino, parabéns.
M U L H E R COMUM: Estou satisfeita.
M U L H E R VULGAR: Tô cheia.
MULHER DEPRAVADA: Comi até o c... fazer bico.


NO CHURRASCO


M U L H E R F I N A: Está ótima essa lingüiça.
M U L H E R COMUM: Muito boa essa lingüiça.
M U L H E R VULGAR: Noooosa que lingüiça grande!...
MULHER DEPRAVADA: Tô comendo a lingüiça do churrasqueiro (gargalhada).



VENDO UM AMIGO CHUPANDO UM SORVETE

M U L H E R F I N A: Posso experimentar!?
M U L H E R COMUM: Me dê um pedaço!?
M U L H E R VULGAR: Posso dar uma chupada?
MULHER DEPRAVADA: Deixa eu chupar? Não vou morder, garanto. (gargalhada)


COMO SE VESTEM


M U L H E R F I N A: de acordo com o evento.
M U L H E R COMUM: sempre da mesma forma, jeans, camiseta e tênis em todos os eventos.
M U L H E R VULGAR: micro saia, bermuda agarrada, em todos os eventos.
MULHER DEPRAVADA: frente única no churrasco, micro saia mostrando a calcinha à noite.

BEBIDAS


M U L H E R F I N A: champanhe, uísque e vinho, dependendo da ocasião.
M U L H E R COMUM: batida.

M U L H E R VULGAR: cerveja.
MULHER DEPRAVADA: cachaça, conhaque, cerveja, vodca, licor, água de bateria, etc.

PROCURANDO UM AMIGO QUE SE CHAMA PEDRO NUMA FESTA


M U L H E R F I N A: Você viu o Pedro?
M U L H E R COMUM: Cadê o Pedro?
M U L H E R VULGAR: Pedroooooooooooo!!!
MULHER DEPRAVADA: Caralho, onde o viado do Pedro se meteu, cacete!

SAINDO DA MESA PARA IR AO BANHEIRO


M U L H E R F I N A: Com licença, vou retocar a maquiagem.
M U L H E R COMUM: Vou a toilette.
M U L H E R VULGAR: Vou tirar água do joelho. (risos)
MULHER DEPRAVADA: Vou fazer um download, soltar um barro, matricular o Pelé na natação (gargalhada)

VENDO UM HOMEM INTERESSANTE

M U L H E R F I N A: Muito simpático!
M U L H E R COMUM: Que homem liiiindo!
M U L H E R VULGAR: Dessa fruta eu chupava até o caroço!
MULHER DEPRAVADA: Eu deixava ele fazer barba, cabelo e bigode.

O QUE DIZEM QUANTO UM INDESEJÁVEL LHE FALA ALGUMA GRACINHA

M U L H E R F I N A: (ignora)
M U L H E R COMUM: Tem gente que não tem noção.
M U L H E R VULGAR: Vai te catar o meu! Não se enxerga não!?
MULHER DEPRAVADA: Vai tomar no..., viado, corno...

O QUE ROLA NO PRIMEIRO ENCONTRO

M U L H E R F I N A: só um beijo de despedida.
M U L H E R COMUM: muitos beijos.
M U L H E R VULGAR: beijos e carícias (AMASSO)
MULHER DEPRAVADA: trepa e dá a bunda dizendo que era virgem atrás.

OUVINDO JAZZ

M U L H E R F I N A: Liiindo!
M U L H E R COMUM: Adoro qualquer tipo de música!
M U L H E R VULGAR: Que porra de música é essa?
MULHER DEPRAVADA: Tira essa merda aí, coloca um pagode, cacete!

DIANTE DE UMA BROCHADA DO PARCEIRO


M U L H E R F I N A: Meu amor, isso acontece. Fique tranqüilo.
M U L H E R COMUM: O problema é comigo?
M U L H E R VULGAR: Você já trepou hoje com alguma vadia?
MULHER DEPRAVADA: C..., quer que eu faça fio terra em você?

ASSISTINDO UM BALLET

M U L H E R F I N A: Bravo!!!
M U L H E R COMUM: Lindo!!!
M U L H E R VULGAR: Perdi meu tempo, deixei de ver as videocassetadas.
MULHER DEPRAVADA: Que p... é essa? Ridículo, isso é coisa de viado!

PRIMEIRO CONTATO NO MSN

M U L H E R F I N A: Boa Noite!

M U L H E R COMUM: Oiiiiiiiiiiiiiiiii
M U L H E R VULGAR: Falae gato.
MULHER DEPRAVADA: Peraê, vou ligar a webcam.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Pão com manteiga

(autor desconhecido)

Esta pequena história pode ser aplicada no relacionamento entre casais, entre pais e filhos, amigos, no trabalho.

Essa é a história de um casal que todos os dias, tomava o café da manhã juntos.

No dia de suas bodas de prata, a mulher passou a manteiga na casca do pão, pensando: "Sempre quis comer a melhor parte do pão, mas amo demais o meu marido, e por 25 anos lhe dei o miolo. Hoje quero satisfazer o meu desejo. Acho justo que eu coma o miolo pelo menos uma vez na vida." E entregou a casca para o marido, ficando com o miolo.

Para sua surpresa, o rosto do marido abriu-se num largo sorriso e ele lhe disse:
"Muito obrigado por este presente, meu amor! Durante 25 anos desejei comer a casca do pão, mas como você sempre gostou tanto dela, jamais ousei pedir!"



Moral da história:

1. Você precisa dizer claramente o que deseja, não espere que o outro adivinhe.

2. Você pode pensar que está fazendo o melhor para o outro, mas o outro pode esperar algo totalmente diferente de você.

3. Deixe-o falar, peça-lhe para falar e quando não entender o que o outro diz, não traduza. Peça que ele explique melhor. Enfim, saia do achismo, do eu penso que ele pensa que eu penso, se eu falar isso ele vai falar aquilo, etc.

4. Quando descobrir o que o outro deseja de verdade, não se culpe por ter ficado 25 anos sem saber. Apenas acolha a descoberta e siga em frente. Permita-se ser feliz.


PS: Tão simples como um pão com manteiga!

sábado, 14 de maio de 2011

A PLANILHA DA GASOLINA


Composição do preço gasolina ( em reais):

Gasolina ("A") 800ml (pura, vendida pela Petrobrás) = R$ 0,80
Álcool Anidro 200 ml (os 20% misturados à gasolina) = R$ 0,24

TOTAL = R$ 1,04 / Litro
+ (agora vem os impostos):

CIDE - PIS/COFINS (Imposto Federal) = R$ 0,44
ICMS (Imposto Estadual) = R$ 0,64
TOTAL DE IMPOSTOS (104% do Preço Bruto) = R$ 1,08

TOTAL 2 (CUSTO + IMPOSTOS) = R$ 2,12
+ (agora vem os custos com transporte e distribuição):

LUCRO DA DISTRIBUIDORA (Média por Litro) = R$ 0,08
FRETE (Média por Litro) = R$ 0,02
LUCRO DO POSTO (Média por Litro) = R$ 0,25

FINALIZANDO (TOTAL 3):
VALOR NA BOMBA COM IMPOSTOS = R$ 2,47
VALOR NA BOMBA SEM IMPOSTOS = R$ 1,39

Portanto, se você consome 200 litros de gasolina por mês, o bolo
fica dividido assim:

DONO DO CARRO (otário 01- Você, no caso....) GASTA: R$ 494,00
DONO DO POSTO (otário 02) GANHA: R$ 50,00
DONO DO CAMINHÃO (otário 03) GANHA: R$ 4,00
PETROBRÁS (gente que rala...) GANHA: R$ 16,00

GOVERNO (nem um pouco otário....gente de lobby....gente da corte...gente picareta.... gente privilégio SIM reforma NÃO... gente auto-salário) GANHA: R$ 216,00


Deveríamos comemorar a "auto-suficiência" em roubo também.
Nós produzimos nossos próprios corruptos...





BRASIL: PAÍS RICO É PAÍS QUE ROUBA O SEU POVO!

domingo, 20 de fevereiro de 2011

CORDEL SOBRE O B.B.B 11

Autor: Antonio Barreto ,
Cordelista natural de Santa Bárbara-BA, residente em Salvador.

Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.

Há muito tempo não vejo
Um programa tão ‘fuleiro’
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.

Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, ‘zé-ninguém’
Um escravo da ilusão.

Em frente à televisão
Lá está toda a família
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme ‘armadilha’.


Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.

O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.

Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.

Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.

Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Dar muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.

Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério – não banal.

Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.

A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os “heróis” protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.

Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.

Talvez haja objetivo
“professor”, Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.

Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.

É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos “belos” na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.

Se a intenção da Globo
É de nos “emburrecer”
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.

A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.

E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.

E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.

E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.

A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.

Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.

Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?

Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal…
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal…

FIM

Salvador, 16 de janeiro de 2011

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Dicionário de Maranhense

Quando leva um susto o maranhense não diz: Noossa!, Diz :Éééguuuaaas!

maranhense não fala “você” - fala “tu”.

maranhense não usa tiara - usa “traca”.

maranhense não chama atenção - é “esparroso”.

não existe maranhense gay - existe maranhense “qualhira”!

maranhense não é moleque - é “piqueno saliente”.

maranhense não é convencido- só “quer se amostrar” (Chamar atenção pra si).

maranhense não fica com fome - fica “brocado” (de “Broca”, instrumento que fura).

maranhense não usa o termo “comida” – e sim “cumê” (do arcaico “de Comer”) ou o que tem pra comer?

maranhense não fica com vergonha - fica "encabulado".

maranhense quando não entende: - vê algo “cabuloso”

maranhense não espiona – “maroca” (Investigar a vida alheia).

maranhense não é “chato” - é “ralado”.

maranhense não é estraga-prazeres – é “aziado”.

maranhense não é mão-de-vaca - é “canhenga”

maranhense não sente agonia – “se arrilia”.

maranhense não é o proximo no futebol - é o “desafiado”.

maranhense não é burro - é “abestalhado”.

maranhense não bate- “dále”.

maranhense não dá um soco - dá um “bogue”.

maranhense não fica intrigado = fica “invocado”.

maranhense não é rápido - é “zilado”.

não se diz pra um maranhense se apressar – mas sim: “cuida, cuida !!!”.

maranhense não fala sim - fala “uhum”.

maranhense não se dá mal - se “lasca”.

maranhense não fica sem sexo – fica “na pedra”.

maranhense não fica sem trabalho – “fica na roça”.

maranhense não faz imitação – “arremeda”.

maranhense quando é feio - é uma “mucura”.

maranhense não é dedo-duro é “caguêta”.

maranhense não acha um coisa muito legal - acha “dizendo”.

maranhense não se manca – “se toca”.

maranhense não danifica nada – “escangalha”, "esculhamba".

maranhense quando é prostituta - é “nigrinha”.

maranhense não é ruim - é “fulero”.

maranhense não fica quieto – “se acomoda”.

maranhense quando come não fica satisfeito - fica “cheiinho”.

A polissemia do hem-hem

O vocabulário maranhense é bastante diversificado. Justificar
É possível, durante uma viagem ao sul do Estado, encontrar alguém que, aconselhando a um amigo ou a uma amiga, diga: "Deixa de inticar com essa puaca do móveis, ela é enfarenta mesmo", que, em uma tradução ficaria mais ou menos assim: "Deixe de se chatear com essa poeira que se acumula sobre os móveis, ela aborece mesmo."

Porém poucas são as pessoas que se preocupam em estudar uma palavra/ expressão que é uma das marcas registradas do falar maranhense: o hem-hem.

Polissêmico por natureza, assim como as palavras coisa e ponto, o hem-hem tem o poder de metamorfosear seus múltiplos significados de acordo com o contexto em que esteja inserido. Em si, a palavra nada significa. Contudo, quando utilizada em uma situação frasal, ganha dimensões que vão além do que pode prever um estudo superficial.

Pode significar sim quando um marido pede para a esposa se apressar e escuta: "Hem-hem, meu amor, já estou pronta!".

Mas também pode ter o valor de um não, quando um irmão pede para o outro levar um copo de água e recebe como resposta: "hem-hem, por mim você morre de sede. Não sou seu empregado!".

Na réplica, o termo pode assumir um tom de ameaça: "hem-hem, você me paga!". Às vezes, expressa uma interjeição de susto, quando a namorada diz a seu amado que está grávida. Ele diz: "Hem-hem, você está brincando, né!", mas também pode demonstrar resignação, quando o mesmo namorado tem que assumir suas responsabilidades: "Hem-hem, que que eu posso fazer..."

O hem-hem pode ser dito de forma rápida, para pôr fim a uma conversa ou a um assunto. O rapaz pergunta para a namorada se ela quer mesmo acabar com a relação, e ela responde com um breve "hem-hem", vira as costas e vai embora.

Mas quando pronunciado de forma alongada, pode demonstrar atenção total ao que é dito, como quando alguém decide contar um segredo e escuta um "hem-heeeeeem", que tanto pode ser de aprovação, de reprovação ou simplesmente um sinal para continuar a narrativa.

Há casos em que a expressão é usada para iniciar uma conversa mais séria. O pai chega para a filha e diz: "Hem-hem, agora quero falar sobre aquele rapaz que anda ligando para você.", ou pode apresentar um tom desafio: "Hem-hem, papai, quer dizer que o senhor anda mexendo em meu celular, hem?".

De acordo com a necessidade, pode encerrar uma conversa: "Hem-hem, minha amiga, depois falamos", mas também pode servir como elemento fático e demonstrar interesse ou desinteresse do receptor com relação ao assunto discutido, deixando claro no contexto que a conversa pode continuar ou não: "hem-hem, pode parar." ou "Hem-hem, continua, continua!".

Quando alguém fala muito ao telefone, sem dar tempo de responder, o interlocutor, que nem sempre está atento à conversa, pode valer-se de um "hem-hem" como forma de demonstrar que está entendendo o interminável monólogo.

Como apresenta multiplicidade de sentidos, essa palavra serve também como forma de causar ambiguidade, pois diante de uma pergunta como "A festa foi boa?", um simples hem-hem como resposta, sem uma entonação enfática e sem uma complementação da ideia, não fica claro se a resposta é positiva ou negativa.

Como apresenta multiplicidade de sentidos, essa palavra serve também como forma de causar ambiguidade, pois diante de uma pergunta como "A festa foi boa?", um simples hem-hem como resposta, sem uma entonação enfática e sem uma complementação da ideia, não fica claro se a resposta é positiva ou negativa.

sábado, 11 de dezembro de 2010

UM DIA NA VIDA DE REGINETE (A MARANHENSE)

Reginete, a empregada da casa do Vieira, chega da Rua Grande toda querendo ser, de traca amarela, uma japonesa bandeirosa com pontuação 2 números acima da sua, rebolando e exibindo sua calça nova, daquelas bem apertadas e lá no rendengue, que comprou pra sair à noite. Logo gerou um bafafá dos invejosos da rua.

- Olha a barata do Vieira. Quer se aparecer! Tá escritinha uma fulêra!

- E tu parece uma nigrinha dando conta da vida dos outros – retruca à mulher Seu Barriga.

Porém, despertou também o interesse da molecada da rua.

A galera do chucho parou para secar a moça. Até quem tava no desafiado. Guga largou de empinar seu papagaio aos gritos de 'lá vaiii lá vaiii...', sempre na guina para lancear melhor e com uma bimbarra reforçada, como proteção ao freio, e linha puída pelos amigos que sabotavam pisando nela, para admirar:

- Éguass Reginete! Tá bonita como quê!

- Hmmmm piqueno. O que é heim? Só porque to com minha calça nova?
Comprei na Lobrás tá?!

Victor, o mais novo da turma, desinformado, questiona:

- O que é Lobrás?

- É uma loja, abestado. Ao pegado da Mesbla. Defronte as Pernambucanas. Onde a gente vai sempre capar bombom – corta Guga.

Caverna, sempre casqueiro, largou sua curica, feita de talo de coqueiro e folha de caderno, e veio, catingando que só ele, arrumar cascaria com Guga.

- O quê que tu quer?! A nêga é minha.

- Hmmmm tu quer te amostrar pros teus pariceiro? Te dôle um bogue!!!

- Me dáli??? Rapá, tu não me trisca!!!

E a galera querendo ver o oco vem zilada jogar lenha na fogueira.

- Éééésseeeeee!!! Tá falando da tua mãe!!! Chamou de qualhira!

- Éééguasss... eu não deixava!!! Cospe aqui – diz Dudu estendendo a mão.

Mas Guga não entra na conversa dos amigos:

- Vocês só querem ver a caveira dos outros!

- Ihhh gelão... cagou ralo hein Guga!!! Tá aberando!!!

Até que chega Lombo, o mais velho da turma, que jogava peteca naquele momento. Ele tinha o costume de quebrar as petecas alheias na brincadeira do cai, dando um china-pau com seu cocão de aço, principalmente se fosse uma olho de gato. Utilizava, também, o recurso do olhinho, mas dificilmente só bilava. Pediu limpo, completou matança nas borrocas e depois foi pro casa ou bola. Às vezes porco ou leitão vistando. Ele intervem:

- Ê Caverna, tu já tá coisando os outros aí né?! Vaii já levar um sambacu!

- Hen heim. Vamo já te dar um malha – confirma Guga, aliviado com a intervenção de Lombo.

- Hen heim – ironiza Caverna imitando Guga com voz afeminada.

- Não me arremeda não!!! Olha o raspa!!!

- Ahhh... vai te lascar!!!

Depois do furdunço por sua causa, Reginete sai toda empolgada de lá e decide dar logo uma parada na quitanda da Zefinha, lembrando que seu Vieira havia pedido que ela comprasse alguns ingredientes para garantir o fim de semana, já que Dona Veridiana ainda não havia feito a Lusitana do mês.

- Oi Dona Zefa. Quero camarão seco pra botar na juçara da dona Veridiana e fazer arroz de cuxá. Me arrume 3 Jeneves também, 2 quilos de macaxeira, um lidileite alimba, 2 pães massa fina e 4 massa grossa!

- Ahh... e uma canihouse pro seu Vieira!

- A senhora vai checar seu estoque no freezer e retorna:

- Ê essa outra... só tem Guaraná Jesus. Vais querer? Vais querer quantas mãozadas de camarão?

- Três mãozadas tá bom. E pode ser Jesus sim.

Ao chegar em casa com as compras, seu Vieira repreende a moça:

- Tu fica remancheando pra trazer o cumê. To urrando de fome aqui já!

Cuida piquena!! Vou só banhar e quando voltar quero ver tudo pronto.

- Ô seu Vieira... o senhor é muito desinsufrido! Já to arreliada com uma confusão dos meninos na rua. Não me aguneia! Confie ni mim que faço tudo vuada! O senhor sabe que...

- Já seiii... tá bom... aí fala mais que a nêga do leite. Eu heim?! –Seu Vieira interrompe.

Neste momento chega Marquinho, filho do seu Vieira, com a equipagem da Bolívia Querida toda suja. Sinal de mais trabalho pra Reginete.

- Menino, olha essa tua roupa. Tava num chiqueiro era? Vai ficar encardidinha! Isso não sai não! E esses brinquedos?! Tudo esbandalhado! Aí não tem jeito! Olha... tá só o cieiro (ou ceroto, como queiram)!

- Tava jogando travinha com os moleques! Não enche e me dá logo esse refri aí que to com sede.

- Hum Hum. Isso é do seu Vieira!

- Marrapá! Por quê?! Deixa de canhenguice, piquena!

- Deixa eu cuidar comigo que ainda quero sair hoje pra radiola no clubão! Vai rolar só pedra!

Passada a janta, Reginete já exausta lava a louça e reflete sobre seu evento da noite: 'Já estou é aziada e as meninas não ligam. Amanhã começa mais um dia de trabalho e se sair hoje ainda fico lisa pro fim de semana!'. A moça muda de idéia segue sua rotina. Todos os preparativos para a noite foram em vão? Nãããã!

O importante foi chamar a atenção e não se achar mais uma no meio da multidão!.


fonte: revista língua portuguesa de setembro de 2010
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